
Desde pequeno aprendemos que ser egoísta não nos leva a nada. Pesquisando não tão profundamente sobre o assunto, encontrei a definição que o egoísmo seria uma atitude de se colocar os próprios interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar. Não se importanto muito com o próximo. Tudo isso é verdade e não há porquê discordar. Quando crescemos não queremos ser taxados de egoístas e por esse motivo, posamos muitas vezes de boas pessoas.
Indo para o lado sentimental, somos altruístas (não falo por todos) até demais. A paixão nos eleva a um grau de bondade sem limites. Se você parar para pensar talvez irá concordar comigo. Quando amamos ou gostamos muito de alguém, nos doamos, nos tornamos mais maleáveis, dividimos os momentos, vemos o lado melhor das coisas. Tudo muito bom...
Porém, muitos cometem sacríficios em nome do “amor”, passando a viver em função do outro e depositando a felicidade apenas ao fato de estar ao lado daquela pessoa. Esquecendo-se completamente da própria vida. E é nessa situação que ser um tanto egoísta se encaixa como algo necessário. Não o egocentrismo e não muito o individualismo.
Mas quando coloco a palavra egoísmo, é no sentido de priorizar coisas suas e não somente as do próximo. Deixar de abrir mão de certos interesses do outro e pensar mais em si. Auto valorização. Não se sentir pisada por ninguém e dizer em vários momentos para si mesmo: Eu sou melhor que isso! Eu supero isso! Eu me amo primeiro!
Lógico que não significa que todo mundo deve sair por aí egoístas, egocêntricos, individualistas e idiotas. De maneira alguma! Não foi isso que eu quis dizer. Mas, ter seus interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar em certos momentos é o melhor para nossa vida. Essa pitadinha do bom egoísmo não faz mal a ninguém.
P.S: Com dosagens moderadas!
Renata Rodrigues
19/05/09

