terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

É e não Há...

Você é à exceção da minha regra. Você é o excesso do meu exagero. Quanto mais quero tua distância, mais eu quero você por perto.
Você é o escuro na minha noite. É a depressão da minha tristeza. Você é a lagrima do meu olhar. É o meu grito no eco.
Você é o pensamento que insiste em não sair. É a última dose do meu porre. Você é o amargo do café. É quem vicia todos os meus vícios.
Você é a vontade de morrer e viver ao mesmo tempo. É o adeus na despedida. É a nota da minha canção. O ritmo da minha música.
Você é o antes do meu depois. É o tato da minha pele. Você não me entende e eu não entendo você. Você é as linhas da minha carta.
Você é a dor do meu amor. É o viver do meu existir.

E não há regras sem exceções. Não há exagero sem excessos. Nem noite sem escuridão. Nem tristeza sem depressão.
Não há eco sem grito. Nem porre sem a última dose. Nem café sem amargo.
Não há viciado sem vícios. Nem há morte sem vida e nem vida sem morte. Nem adeus na despedida.
Não há canção sem nota. Nem música sem ritmo. Não há depois sem ter tido um antes. Não há pele sem tato. Nem entender sem entendimento. Não há carta sem linhas.
Não há amor sem dor. E não há vida sem sua existência...



Renata Rodrigues
15/02/2009
20:12h

Um comentário:

Alisson Correia disse...

Q texto hein?? ta cada vez melhor.. por favor, nao se mate.. a literaura brasileira precisa de astros como vc e eu nao tow brincando.. bjus adorei!!!