quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Contradição

É estranho pensar que um dia eu falei que nunca mais olharia pra você. É estranho ver como o coração muda de opinião e como eu esqueço fácil do que pensei. Na verdade eu não esqueço.
Eu lembro tudo, todos os detalhes, o que foi dito, o que machucou e como acabou. Eu não esqueço, eu perdôo. Tenho ódio, tenho amor.
E não consigo entender o que sinto por você. Recuso-me dizer que te amo. Recuso-me dizer que te odeio. Eu recuso aceitar que gosto de você. Eu recuso aceitar que tenho raiva. Eu não sei.
E Acho que ninguém explica. Você não explica. Eu não explico. Sinto ciúmes e não sinto. Quero você e não quero. Amo você e não amo. Estou dividida em dois. Mas, não em dói amores. Em dois sentimentos. Talvez eu tenha medo de assumir um lado e querer o outro. Me deixar levar pelo amor, se for. Ou me lavar pela indiferença, se for.
Essa dúvida que vem e vai me atormentar quando eu penso em você. Será que eu gosto de verdade ou é só bobagem? O pior é que eu não sei se um dia vou saber. E se eu não souber? O que vai acontecer?
Eu desejo um bem danado a você. Quero seu sua amiga. Saber teus desejos, teus medos, tua vida. Mas, não sei se agüentaria te ver amando, desejando e sonhando com outra pessoa. Na quero ficar presa a você, de jeito nenhum. Quero se amada, amar. Isso você não me traz. Quero parar. Mas és meu vício. Queria te tirar de mim. Eu tirei. Mas, voltou. O que fazer? Tenho medo de sofrer. Na quero te deixar. Eu quero estar nos teus sonhos. Quero ser a música que te faz lembrar de mim.
Mas não quero que você seja a visão dos meus olhos. Nem o sonho dos meus sonhos. Nem a lágrima da minha face.
Vivo intensamente nessa contradição. De muitos serás... De alguns não... De poucos sim... E de quase então...
Nenhuma certeza. Nenhuma decisão.
Não afirmo. Não nego. Eu preciso de respostas. Eu quero respostas. Não há como responder.
Não existem respostas...


Renata Rodrigues

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